quinta-feira, 2 de julho de 2020

NO MUSEU DO ALJUBE |«Bernardo Santareno / Português, Escritor, Resistente.100 anos»|ATÉ 2 AGOSTO 2020




«No dia 18 de junho, o Museu do Aljube Resistência e Liberdade, no âmbito do ciclo Intelectuais e Artistas da Resistência, associa-se às comemorações do centenário do nascimento de Bernardo Santareno, com uma mostra Biobibliográfica, que poderá ser vista, presencialmente, no 4.º piso do Museu do Aljube até 02 de agosto, ou online, no Facebook do Museu.
A mostra reúne alguns dos momentos mais importantes da vida e obra de um dos maiores dramaturgos portugueses em constante desafio ao Estado Novo, à censura, à moralidade e ordem instaladas». Daqui.

domingo, 7 de junho de 2020

EXPRESSO | JORGE LEITÃO RAMOS | «Heróis do mar»





É em Albino (Pedro Lacerda), à esquerda,
 que se concentram vacilações 
quanto à valentia,
 à sexualidade e à honra conjugal
RTP  - in Expresso | Revista E | 6 JUN 2020 | TEXTO de Jorge Leitão Ramos




AINDA mais este excerto:

«Entre a saga marítima de um lugre bacalhoeiro e as agruras que ficam em terra decorre “Terra Nova”, série que esta semana começou caminho na RTP 1. É um raro e ambicioso projeto de ficção portuguesa
TEXTO JORGE LEITÃO RAMOS
Na base está o propósito de Nicolau Breyner de adaptar ao cinema uma peça teatral de Bernardo Santareno, “O Lugre”. Depois, à medida que a ideia foi tomando corpo num argumento de Artur Ribeiro que Breyner não chegou a poder ter em mãos porque, em 2016, a morte o levou em pleno processo de financiamento, começou a germinar o objetivo de uma série de televisão. “O Lugre” que Santareno publicou em 1959, estreando a peça na Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, então concessionária do Teatro D. Maria II, decorre inteiramente a bordo de um grande navio de pesca do bacalhau, em faina nas águas da Terra Nova. Foi um texto nascido da experiência pessoal do dramaturgo enquanto médico nessas andanças longínquas e figura uma tragédia humana num habitat exclusivamente masculino onde violência e particulares códigos de honra intransigentemente se praticam.A ideia de produção que tomou forma na Cinemate, de Ana Costa, foi a de fazer um filme que, inspirado na peça, lhe fosse relativamente fiel quanto ao espaço, personagens e conflito e de construir uma série de televisão que abrisse o mundo do mar às famílias que ficam em terra, franqueando a realidade social. “A ligação dos que embarcavam com os que ficavam em terra era muito forte e, muitas vezes, o que se passava no mar tinha tido início em terra”, explica a produtora que esteve na raiz deste empreendimento. Percebeu-se que seria interessante “falar do que eles deixam, porque, na realidade, não deixam, levam consigo para o mar”. Assim se fez.
O filme, realizado por Artur Ribeiro, tinha estreia marcada para 19 de março — abalroada pela pandemia da covid-19 que fechou as salas de cinema. Uma nova data ainda não foi avançada pela NOS, que o distribui. A série, composta por 13 episódios de 40 minutos, aproximadamente, e assinada por Joaquim Leitão, começou a ser emitida esta semana (quarta-feira, pelas 21h) na RTP 1.
A primeira coisa que impressiona neste projeto biface é o intento ambicioso em termos de produção. Há oceano de verdade, horizontes, tempestades, um vasto elenco. Tudo o que decorre no mar foi rodado a bordo de um grande veleiro — o “Santa Maria Manuela” — ao largo da Noruega e, para uma breve zona (“o dormitório do capitão, a zona dos oficiais”), noutro veleiro, o “Creoula”, em Portugal. “O material técnico, o guarda-roupa e os adereços foram enviados para a Holanda, onde foram embarcados no “Santa Maria Manuela”, nós resolvemos ir de avião porque senão demoraríamos um mês a lá chegar, o veleiro é muito lento. Embarcámos em Tromsø, na Noruega, fomos até lá acima à ponta e depois começámos a descer e desembarcámos na Holanda. As condições em que filmámos não foram normais, vivíamos no barco, a equipa inteira e os atores, dormíamos em camaratas, comíamos todos juntos, não foi fácil”, não havia as comodidades de um hotel. (...)».


A Estrela Novais propôs aos seus alunos de Teatro que fizessem um trabalho sobre Santareno, e enviaram-nos dois deles| Que bom!





O e-mail:
«De: gafcosta <gafcosta@esec.pt>
Date: quinta, 4/06/2020 à(s) 15:00
Subject: Estrelinha - Bernardo Santareno
To: <fernandalapa@gmail.com>

«Boa tarde Fernanda, sou o Gonçalo, amigo da Estrelinha, envio os
trabalhos sobre Bernardo Santareno.
A Estrelinha envia muitos jinhos!!!!
Seguem então os trabalhos Da Maria Mendes e do Diogo Duarte.
Saudações artísticas!!!».


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Apetece dizer: tudo certo! Pequenas coisas que dão  para acreditar que o mundo pode ser perfeito...