domingo, 12 de abril de 2020
domingo, 29 de março de 2020
«Cartas Extraordinárias a Bernardo Santareno | Workshop de Escrita Criativa»
«É UM BOM EXEMPLO PARA QUE TODAS AS INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS NO PROJETO FILMEM OU DOCUMENTEM DE ALGUM MODO AS SUAS ACTIVIDADES, PARA MEMÓRIA FUTURA».
sábado, 28 de março de 2020
NO DIA MUNDIAL DO TEATRO | Bernardo Santareno foi «Imagem do Dia» no Jornal Online «abril/abril»
No Dia Mundial do Teatro, lembramos o dramaturgo Bernardo Santareno, cujo centenário se celebra este ano. Figura de primeiro plano do teatro português, assumiu uma escrita essencialmente de denúncia, atenta à realidade do País e visando uma consciência social. Foi perseguido pelo regime fascista, tendo algumas das suas peças sido proibidas. «Se há pessoa mais ansiosa desse sentimento de aproximação, de comunicabilidade com o público, de amor, na ideia mais lata do termo, é o dramaturgo, que não prescinde dessa fusão carnal que constituem os elementos do teatro».
sexta-feira, 27 de março de 2020
segunda-feira, 23 de março de 2020
SORTE EM TEMPO DE CRISE | OS ARTISTAS UNIDOS VÃO FAZER «RESTOS» E DESTE MODO LANÇAM AS SUAS INICIATIVAS SANTARENO| «Na sexta-feira, 27 de Março é Dia Mundial do Teatro. E o que conseguimos fazer é ler RESTOS, um dos últimos textos de Bernardo Santareno. No Teatro Sem Fios da Antena 2, pelas 19h00. Assim iniciamos as comemorações do Centenário. Com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores»
Restos de Bernardo
Santareno
Apoio Sociedade Portuguesa de Autores
Com Inês Pereira, João
Estima e Nuno Gonçalo Rodrigues Direcção Pedro
Carraca
Apoio Sociedade Portuguesa
de Autores
Na Antena 2, 27 de Março às
19h00
Repete a 5 de Abril às 14h00 e a 10 de Abril às
Um rapaz e uma rapariga num quarto desarrumado. Vamos sabendo um pouco das suas
origens, dos seus percursos. Da droga em que se refugiaram naqueles anos de
desencanto depois da Revolução.
Pois, estes são os jovens que não lutaram, que nunca tiveram
esperança.
_______________________________
No final dos anos 70, Bernardo Santareno escreve
várias peças curtas que agrupa sob o título Os
Marginais e a Revolução (1979): A Confissão, Monsanto, Vida Breve em Três Fotografias; Restos é a derradeira.
Nenhuma esperança aqui. Nem alegria. Estamos no refluxo da vida, são
"cadáveres adiados que procriam".
quarta-feira, 18 de março de 2020
DO BRASIL| EDITORA TODAS AS MUSAS|«O Teatro de Bernardo Santareno»
«Homem com profundo conhecimento do catolicismo; homem que não acredita na predestinação (seja ela o símbolo do pecado original cometido ou da hierarquia social a ser cumprida); homem que vê, na volta à sexualidade instintiva e na ligação do ser com a terra, uma forma de ascese; homem que encontra no comunismo a possibilidade de uma elevação da sociedade. Dramaturgo português, enfim, que traz às suas peças o direito de denunciar e compreender o que traz agonia e desespero aos portugueses e a todos os homens que viveram ou vivem culturas semelhantes à lusitana».
Sinopse
Fruto do trabalho de professores de renomadas instituições de ensino do Brasil e de Portugal, o livro estuda o teatro de Bernardo Santareno, um dos mais importantes dramaturgos portugueses do século XX, que escreveu peças que denunciam e desvelam o que traz agonia e desespero aos portugueses e a todos os homens que viveram ou vivem em culturas semelhantes à lusitana dos tempos do autor.
“Em Santareno, o indivíduo surge, regra geral, em conflito com a lei enquanto reflexo do ordenamento jurídico institucionalizado ou apenas manifestação de uma ancestral vinculação consuetudinária.
Porém, o mal, a perversidade, a progressiva perda da pureza originária faz com que a lei, procurando a sua fundamentação essencial no bem, perca, na usura do cotidiano, o seu sentido mais absoluto, dela não restando, na maior parte das vezes, mais do que a face visível e hipócrita da sua formalização institucional.
O homem parece, assim, condenado a conviver com a lei, enquanto aparência inquinada de uma originária carta de conduta que, apesar de visar o bem coletivo e individual, na prática, não consegue superar as barreiras que se levantam. O homem não tem grande escolha...
Será sempre um ser desajustado; um anjo ferido...
Como já se disse, perante uma lei que só pela força se mantém, resta-lhe procurar a realização do melhor enquanto reflexo do bem possível e justo”.
José Oliveira Barata (Universidade de Coimbra).
“Em Santareno, o indivíduo surge, regra geral, em conflito com a lei enquanto reflexo do ordenamento jurídico institucionalizado ou apenas manifestação de uma ancestral vinculação consuetudinária.
Porém, o mal, a perversidade, a progressiva perda da pureza originária faz com que a lei, procurando a sua fundamentação essencial no bem, perca, na usura do cotidiano, o seu sentido mais absoluto, dela não restando, na maior parte das vezes, mais do que a face visível e hipócrita da sua formalização institucional.
O homem parece, assim, condenado a conviver com a lei, enquanto aparência inquinada de uma originária carta de conduta que, apesar de visar o bem coletivo e individual, na prática, não consegue superar as barreiras que se levantam. O homem não tem grande escolha...
Será sempre um ser desajustado; um anjo ferido...
Como já se disse, perante uma lei que só pela força se mantém, resta-lhe procurar a realização do melhor enquanto reflexo do bem possível e justo”.
José Oliveira Barata (Universidade de Coimbra).
sábado, 14 de março de 2020
BERNARDO SANTARENO|UMA OBRA DE CADA VEZ (6)| «A Promessa»
SINOPSE
«Peça em três actos e três quadros da autoria de Bernardo Santareno, que retrata a tensão no seio de um jovem casal decorrente de uma promessa religiosa de castidade, refletindo-se essa tensão também no círculo da família e amigos». Saiba mais.
Leia também no site do Instituto Camões. De lá: «(...)
Publicada pela primeira vez em 1957, numa edição de autor, juntamente com dois outros textos de teatro, esta peça explora a influência de um catolicismo fervoroso numa comunidade piscatória portuguesa de meados do século XX, num jogo de forças entre o poder da fé, os impulsos da natureza e os instintos humanos, trazendo à luz temáticas sensíveis como a frustração sexual. Levada à cena pelo Teatro Experimental do Porto em 1957, a peça foi rapidamente retirada de cena, por força da censura, só voltando a ser autorizada a sua subida aos palcos dez anos depois.
A escrita de Santareno enquadra-se numa nova forma de escrita – em termos de temas e de linguagem – que acompanhou o movimento de grupos de teatro experimental que começou a surgir em Portugal nos anos 40 (como o Teatro-Estúdio do Salitre e a Casa da Comédia), e onde se integrou o Teatro Experimental do Porto já nos anos cinquenta. O autor aborda problemáticas sociais como é o caso aqui da superstição religiosa que é contestada à luz da racionalidade e da própria natureza humana. (...)».
«Peça em três actos e três quadros da autoria de Bernardo Santareno, que retrata a tensão no seio de um jovem casal decorrente de uma promessa religiosa de castidade, refletindo-se essa tensão também no círculo da família e amigos». Saiba mais.
Leia também no site do Instituto Camões. De lá: «(...)
Publicada pela primeira vez em 1957, numa edição de autor, juntamente com dois outros textos de teatro, esta peça explora a influência de um catolicismo fervoroso numa comunidade piscatória portuguesa de meados do século XX, num jogo de forças entre o poder da fé, os impulsos da natureza e os instintos humanos, trazendo à luz temáticas sensíveis como a frustração sexual. Levada à cena pelo Teatro Experimental do Porto em 1957, a peça foi rapidamente retirada de cena, por força da censura, só voltando a ser autorizada a sua subida aos palcos dez anos depois.
A escrita de Santareno enquadra-se numa nova forma de escrita – em termos de temas e de linguagem – que acompanhou o movimento de grupos de teatro experimental que começou a surgir em Portugal nos anos 40 (como o Teatro-Estúdio do Salitre e a Casa da Comédia), e onde se integrou o Teatro Experimental do Porto já nos anos cinquenta. O autor aborda problemáticas sociais como é o caso aqui da superstição religiosa que é contestada à luz da racionalidade e da própria natureza humana. (...)».
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